14/09/2026
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou neste domingo (13) o sigilo das investigações sobre possíveis desvios de recursos públicos relacionados ao filme “Dark Horse”, que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo Dino, há indícios de um “sofisticado esquema de destinação e desvio de recursos públicos” envolvendo emendas parlamentares e verbas da Prefeitura de São Paulo.
A investigação aponta ainda para uma suposta ligação com a facção Primeiro Comando da Capital (PCC) e teria como um dos principais alvos o deputado federal Mário Frias (PL-SP), roteirista e produtor-executivo do filme. O parlamentar foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) na quinta-feira (10) e nega irregularidades. Dino determinou que a Secretaria de Segurança de São Paulo entregue à PF os materiais apreendidos em celulares e computadores.
Entre as apurações estão um contrato de R$ 108 milhões entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), ligado a uma das sócias da produtora GoUp, e a destinação de emendas federais ao instituto, com suspeita de triangulação de recursos para a produtora. Dino também citou a investigação sobre o Banco Master, cujo dinheiro teria sido utilizado para financiar a produção do longa.
Contém informações do Estadão Conteúdo

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