14/09/2026
A Polícia Federal (PF) concluiu que um esquema de fraudes envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB) movimentou R$ 17 bilhões. Segundo a investigação, o grupo utilizava documentos falsos e uma empresa de fachada para realizar operações fictícias. O sigilo das conclusões foi levantado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. O dono do Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, seguem presos.
De acordo com a PF, o Master, que enfrentava uma crise de liquidez em 2024, passou a vender carteiras de crédito fictícias ao BRB por meio da empresa de fachada Tirreno. A diretoria do banco estatal teria aprovado as operações de forma acelerada, mesmo com pareceres jurídicos contrários. Em 2025, o Banco Central vetou a compra do Master pelo BRB e posteriormente liquidou a instituição.
A investigação aponta ainda que foram criadas Cédulas de Crédito Bancário em lote com CPFs de bancos de dados antigos, além de 2,7 mil procurações falsas. Vorcaro teria pago R$ 146,5 milhões em propina a Costa por meio da compra de seis imóveis de luxo. As tratativas entre os envolvidos, segundo a PF, ocorriam em um grupo de WhatsApp chamado “Daniel e os leões”.
Contém informações do Estadão Conteúdo.

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