17/10/2026
Algumas mudanças de comportamentos que muitas vezes são confundidos com atividades típicas da idade, merecem atenção dos pais e professores, especialmente quando interferem na rotina, todos esses atos podem ser sinais da depressão em crianças e adolescentes.
Nas crianças menores, a depressão pode se manifestar por meio de crises de choro, alterações no sono e no apetite, desinteresse por brincadeiras e queixas físicas recorrentes, como dores de cabeça ou de barriga. Na adolescência, sentimentos de vazio, baixa autoestima, desânimo e afastamento do convívio social podem se tornar mais evidentes.
“Nem toda mudança de comportamento significa que existe um quadro de depressão. O que precisa ser observado é se a criança ou o adolescente passou a agir de maneira diferente do habitual, por quanto tempo isso acontece e como essas alterações afetam sua vida. Muitas vezes, o sofrimento emocional aparece no comportamento antes mesmo de conseguir ser colocado em palavras”, explica o professor Fabrício Otoboni, do curso de Psicologia da Wyden.
A família e a escola têm papel importante na identificação do problema. Por acompanharem boa parte do cotidiano de crianças e adolescentes, pais e educadores podem perceber alterações que nem sempre são verbalizadas. Nesses casos, a recomendação é acolher, ouvir sem julgamentos e evitar minimizar o sofrimento com expressões como “isso é coisa da idade” ou “é só uma fase”.
Hábitos cotidianos também contribuem para o bem-estar emocional. Sono adequado, atividades físicas, convivência com amigos e familiares e tempo reservado ao lazer são medidas importantes. O uso excessivo de telas merece atenção, principalmente quando interfere no descanso e nas relações sociais.

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